Ainda assim.

 

A gente mal se conhece, a gente nem se poupa, a gente só se dá importância quando alguém nos atribui alguma. A gente adora comprar relógios,e  se irrita com os filhos correndo em volta da mesa de jantar. A gente procura vagas e adoramos uma carga horária. Colocamos-nos contra todos .Independente do contexto, independente se os “todos” tem família , se são homens de bem,ou se vão as missas aos domingos.E quando quase desistimos , percebemos o vizinho mancueba  cujo a catarata já lhe toma as vistas .

Veja a simplicidade e a pressa na qual suas mãos percorrem a borda da janela ,na expectativa de sentir o sol tocar lhe o rosto.Por um momento  somos tomados por uma sensação revigorante, extraída  do infortúnio do pobre homem.Tão cruel pode ser a gratidão.

Trocam –se os instintos pela previsibilidade e mesmo assim,não se enxerga um ao outro.As coisas chegam a ser cômicas de tão obvias,e as tragédias insistem em seguir  o mesmo roteiro.

O mais difícil é entender a calmaria que não faz jus ao tornado que vez em quando causas em mim.E descobrir que meu silencio não significa nada, e muito menos o que sai de minha boca.

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